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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Eu, ator [Parte 02: Alguns direitos reservados]

No capítulo anterior de "Eu, ator": André cria, em suas palavras, um livro perfeito.
Com o objetivo de ganhar dinheiro com a sua obra, André descobre que é necessário registrá-la em cartório para poder cobrar seus direitos à cópia ou reprodução, o Copyright.

Antes de registrar "Estrelado" no cartório, resolvi deixar minha amiga e crítica nas horas vagas, Mariana, ler minha obra-prima. Já esperando pelos elogios, ela classificou meu livro numa única palavra: Porcaria.
Segundo ela, a minha história é parecida com uma já existente onde uma menina de uma cidade do interior também se apaixona por um ser-humano que não é um ser-humano qualquer. A diferença é que nessa obra a menina se apaixona por um vampiro.
Tá, o enredo pode ser até parecido mas existem muitas diferenças entre vampiros e alienígenas!
Eu sei que uma história de amor entre uma humana e um alienígena é garantia de sucesso, eu só acho que eu não soube contar muito bem a história...

Foi aí que a Mariana me explicou sobre o "Creative Commons".
Segundo ela a CC, como ela mesma chamou, é uma organização não governamental e sem fins lucrativos que tem como objetivo expandir a quantidade de obras criativas. E obras criativas vão além de livros: são vídeos, áudios e até imagens também! O Creative Commons são licenças que permitem a cópia e a reprodução da obra, mas com menos restrições que o Copyright.
É assim: se o Copyright se equivale a "Todos os direitos reservados", o Creative Commons é o "Alguns direitos reservados".

No meu caso: eu autorizo você a copiar, reproduzir e até modificar a minha obra, desde que ela seja devidamente creditada. Ou seja, que ela fique no meu nome e no nome da pessoa que a modificou. Uma obra coletiva.

E, quem sabe, com uma ajudinha de fora, o "Estrelado" não emplaca?

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Eu, ator [Parte 01: Todos os direitos reservados]


Você já criou algo? Um texto, uma música, uma imagem... Algo genuinamente seu?
Trabalhamos exaustivamente numa obra mas, e depois de concluída, o que fazer com ela?
Você sabia que existem direitos autorais em cada obra?
Pensando nisso é que nós do Aprecie com Informação criamos nosso primeiro web-conto: "Eu, ator".
Dividido em duas partes, o conto narra a história de André, um menino que cria um livro perfeito, segundo as suas palavras, mas não sabe o que fazer depois com a sua obra.
E agora?

Depois de meses de trabalho árduo, finalmente concluí minha obra prima!
Modéstia à parte, trata-se da melhor história da face da Terra: uma menina, moradora de uma cidade do interior dos Estados Unidos, se apaixona por um cara misterioso. Quando finalmente resolve se declarar para ele, ela descobre que o seu amado não é um ser-humano qualquer... ele é um alienígena!
Sentiu o cheiro de sucesso no ar?
Prevejo milhões de cópias vendidas do livro, um filme baseado na minha obra (um não, quero uma trilogia no mínimo!), bonecos, cd's e, principalmente, milhares de empresas pagando direitos autorais a mim!
E agora que essa obra-prima está acabada, é só eu... É só eu... O que eu faço agora?

***

Tá, precisei recorrer ao Google!
Segundo ele eu posso começar a distribuir minha obra, mas antes disso eu preciso comprovar que essa obra é minha.
Como? Com o Copyright.
O Copyright, resumindo em poucas palavras, é o registro que garante que a obra é minha. É o comprovante dos meus direitos autorais.
Basicamente, ele garante que a minha obra não possa ser copiada e que nenhuma alteração ou derivação dela (como filmes, por exemplo) possa existir sem a minha autorização mediante a um pagamento em dinheiro. É assim: quer reproduzir meu livro? Então pague por ele!
Traduzindo do inglês, "Copy" significa "cópia" e "right" significa "direita". É um trocadilho que, se juntando as palavras ficaria "Direito de Cópia". Ou seja, o Copyright é o direito de cópia ou reprodução da obra. Nesse caso, o meu livro.

E agora que eu já sei disso, lá vou eu registrar "Estrelado" em cartório para começar a divulgá-lo pelo mundo da literatura!